Nós, da Goldlog Br, estamos acompanhando atentamente a rápida evolução dos eventos no Oriente Médio iniciados no final de fevereiro deste ano. Nosso compromisso é manter você bem informado com transparência e precisão técnica.
ATUALIZAÇÃO: 18/03/2026 – 17:32
Implementação de Taxas de Emergência e GRI
Em resposta à alta volatilidade dos combustíveis, os armadores instituíram o Emergency Fuel Surcharge (EFS) a partir de 16 de março. Além disso, há uma revisão generalizada de tarifas e aplicação de General Rate Increase (GRI) que impacta inclusive contratos vigentes, sem margem para negociação imediata.
Restrições de Reservas no Subcontinente Indiano
Diversas companhias marítimas suspenderam temporariamente a aceitação de novos bookings entre o Subcontinente Indiano (Índia, Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka) e hubs estratégicos no Golfo, como EAU (Dammam e Jubail), Bahrein, Catar, Iraque e Kuwait.
Reajustes no Modal Aéreo
O setor aéreo também apresenta aumentos acentuados nas sobretaxas de combustível (FSC). O escalonado das Companhias Aéreas estão subindo significativamente.
ATUALIZAÇÃO: 18/03/2026 – 13:18
Risco Iminente de Greve Nacional
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) confirmou que uma paralisação nacional dos caminhoneiros pode ser deflagrada até o fim desta semana. O movimento ganhou força após assembleia no Porto de Santos, motivado pela escalada nos preços do diesel decorrente do conflito no Oriente Médio.
Mobilização e Logística
Lideranças de diversos estados articulam uma data unificada para interromper as atividades. O setor de transporte autônomo relata inviabilidade operacional, com custos de combustível superando as margens de frete em pleno pico de escoamento da safra.
Medidas Governamentais de Emergência
O Ministério dos Transportes e a ANTT anunciaram a antecipação da revisão da Tabela de Frete Mínimo. Paralelamente, o Ministério da Fazenda convocou reunião extraordinária com o Confaz para pressionar estados pela redução temporária do ICMS sobre o diesel.
Impacto no Fluxo de Carga: A Goldlog Br recomenda atenção redobrada aos prazos de coleta e entrega em território nacional, uma vez que a adesão ao movimento pode gerar gargalos imediatos no acesso aos principais portos e centros de distribuição do país.
ATUALIZAÇÃO: 11/03/2026 – 16:02
- Bloqueio Efetivo e Minagem do Estreito de Ormuz: Relatórios de inteligência confirmam a instalação de minas navais pelo IRGC em pontos estratégicos do estreito. A navegação comercial na zona de “ponto de estrangulamento” está oficialmente classificada como de altíssimo risco, elevando as restrições para qualquer carga com conexão indireta a interesses americanos ou israelenses.
- Escalada de Sinistros e Impacto no Seguro (P&I): O balanço da UKMTO registra 13 navios atacados desde 28 de fevereiro, incluindo três incidentes graves nas últimas 24 horas envolvendo embarcações de bandeira tailandesa e liberiana. Espera-se um novo reajuste imediato nas apólices de seguro de guerra para transbordos em Omã e proximidades.
- Interrupção de Fluxos de Energia e Grãos: A ameaça iraniana de interromper integralmente o fluxo de petróleo e derivados impacta a disponibilidade de bunker na região. Além do setor energético, o ataque ao navio Mayuree Naree sinaliza que cargas de commodities agrícolas também entraram na zona de alvos legítimos, independentemente da neutralidade da bandeira.
- Resposta Militar e Instabilidade Operacional: Operações navais dos EUA para a remoção de minas e neutralização de embarcações lançadoras estão em curso. O cenário de combate ativo no canal inviabiliza qualquer previsão de normalização de janelas de atracação em hubs regionais no curto prazo.
ATUALIZAÇÃO: 11/03/2026 – 8:28
- Agravamento de Risco no Estreito de Ormuz: A confirmação de ataques a quatro novas embarcações (incluindo os navios One Majesty e Star Gwyneth) e a detecção de minas navais elevaram a volatilidade na região. A recomendação técnica da Goldlog Br é a suspensão imediata de novas reservas que utilizem o tráfego direto pelo estreito, priorizando o transbordo em hubs fora da zona de conflito.
- Impacto nos Custos de Combustível: A cotação do barril de petróleo Brent ultrapassou os US$ 92 (+5%), o que deve gerar repasses imediatos nas taxas de BAF (Bunker Adjustment Factor) e sobretaxas de combustível para o transporte aéreo em março.
- Instabilidade em Hubs de Conexão: Explosões reportadas em Doha e a queda de drones nas proximidades do Aeroporto de Dubai (DXB) aumentam o risco de novos blank sailings (cancelamentos de escalas) e restrições severas em operações de Sea-Air, impactando o fluxo de cargas que buscam alternativas aos desvios marítimos.
- Escolta Naval e Seguros: Embora os EUA discutam a implementação de comboios para escolta de mercantes, o mercado de seguros marítimos já precifica o risco como proibitivo, com especialistas indicando que os custos de prêmio podem superar a margem operacional das cargas transportadas.
ATUALIZAÇÃO: 06/03/2026
O cenário atual apresenta o que especialistas chamam de “crise de duplo ponto de estrangulamento”, afetando simultaneamente o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez/Mar Vermelho, dois corredores marítimos vitais para o planeta.
Abaixo, detalhamos as principais implicações para o mercado e como elas podem influenciar suas operações.
1. O Desafio nos Oceanos: Roteiros e Custos
O tráfego marítimo sofreu uma mudança drástica. Com o Estreito de Ormuz efetivamente fechado e o Canal de Suez operando de forma degradada, a principal alternativa tem sido o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, contornando o continente africano.
- Aumento do Transit Time: Esta rota adiciona cerca de 3.500 milhas náuticas à viagem, resultando em um acréscimo de 10 a 18 dias no tempo de trânsito, dependendo da rota (Ásia-Europa ou Ásia-Brasil).
- Novas Sobretaxas: Para cobrir o aumento nos custos de combustível (Bunker) e prêmios de seguro, os armadores implementaram taxas de emergência, como a War Risk Surcharge (WRS) e a Emergency Conflict Surcharge (ECS). Os valores podem variar de acordo com a rota, trade line e tipo de equipamento.
- Suspensão de Reservas: Gigantes como a Maersk suspenderam temporariamente novas reservas para diversos países do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Iraque, priorizando apenas cargas críticas como medicamentos e alimentos.
2. O Modal Aéreo e a Saturação de Hubs
O transporte aéreo, muitas vezes usado como plano de contingência para atrasos marítimos, também enfrenta restrições severas.
- Espaços Aéreos Fechados: Onze países da região emitiram restrições de voo, resultando em diversos cancelamentos para hubs importantes como Dubai (DXB) e Doha.
- Rotas mais Longas: Os voos remanescentes priorizam passageiros e precisam realizar desvios para evitar zonas de conflito, o que reduz a capacidade de carga útil das aeronaves e eleva o consumo de combustível. Em algumas rotas, os custos de frete aéreo saltaram significativamente em poucos dias.
3. Impactos Diretos no Mercado Brasileiro
O Brasil possui uma conexão comercial profunda com a região afetada, o que gera reflexos em dois pilares:
- Atrasos e cancelamentos: Os embarques destinados a países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Arábia Saudita, enfrentam restrições severas, com grandes armadores suspendendo novas reservas para diversos tipos de carga.
- Custo de combustível: Mesmo as operações que não passam pela rota do conflito sofrem com a instabilidade, pois o petróleo teve uma alta superior a 13% nos primeiros dias de março. Esse aumento eleva os custos de bunker em escala global, impactando diretamente o frete marítimo.
- Desorganização da cadeia global: O desvio massivo de navios pelo Cabo da Boa Esperança adiciona até 15 dias de viagem, o que “absorve” a capacidade da frota mundial e gera uma escassez de espaço e contêineres vazios. Esse cenário desequilibra a disponibilidade de equipamentos em todo o mundo, prejudicando o fluxo logístico global de forma generalizada.
4. Recomendações Estratégicas
Para mitigar os riscos e garantir a resiliência do seu negócio, sugerimos algumas ações:
- Planejamento Antecipado (“Just-in-Case”): Recomendamos ajustar as janelas de planejamento de produção e vendas, incluindo um “buffer” de 15 a 20 dias para todas as importações e exportações que dependam de rotas afetadas.
- Auditoria de Bookings: Verifique se suas reservas atuais já contemplam os novos roteiros e sobretaxas para evitar que a carga fique retida em portos de transbordo. Se o destino foi afetado, verifique a manutenção da reserva e retirada do equipamento.
- Flexibilidade Multimodal: Avalie, caso a caso, a migração para o modal aéreo para componentes vitais de alto valor, apesar do custo elevado, para evitar paradas de linha de produção.
- Atenção ao Seguro: Confirme se suas apólices cobrem “desvios necessários” e se há cláusulas específicas para zonas de conflito.
Conclusão
Embora o momento seja de cautela, a Goldlog Br reforça que o mercado logístico global está se adaptando rapidamente para criar redes mais resilientes.
Estamos à disposição para analisar cada processo individualmente e buscar as melhores alternativas de rota e custo para sua empresa.
Vamos atravessar este período com estratégia e parceria.







